top of page

Comida sobre rodas

Os famosos Food Trucks, que já são bem
populares e aceitos nas grandes cidades,
vêm ganhando cada vez mais espaço no
coração de São Paulo.

       A comida de rua sempre fez parte da rotina do paulistano, a tendência dos food trucks começou a ganhar maior fama a partir de 2014, mesmo já existindo alguns espalhados pelas cidades. Essa moda teve origem em Nova Iorque, quando muitos restaurantes se viram obrigados a fechar as portas por conta da crise, obrigando os chefes a montar seu próprio negócio de forma barata e prática.

Com a forte influencia americana, os food trucks invadiram as ruas do Brasil e, agora, fazem parte do dia a dia de muitos paulistanos. Ao procurar na internet os próprios food trucks ou as famosas feirinhas gastronômicas de São Paulo, pode ter certeza de que encontrará incansáveis listas com opções espalhadas por toda a cidade.

     Além dos famosos containers, você também encontra os trucks em bikes e karts. Assim, é possível ter diferentes experiências gastronômicas com variados tipos de comidas e bebidas, muitas vezes oferecendo a opção gourmet, diferenciando das barraquinhas que encontramos em toda esquina. Ruas como Augusta, bairros como Butantã e avenidas como a Paulista são bastante procurados pelos consumidores desse comércio.

Futuro dos empreendedores: comida rápida de qualidade ou moda passageira e cara?

       

       Como em qualquer comércio, para começar um food truck, é necessário investimento. A Hungry foi atrás disso para saber quais seriam os valores necessários, os processos feitos para adquirir um espaço nas ruas ou lugar em eventos e como é feita mediação entre empreendedor e prefeitura.

       Alan Azevedo, dono o Joker Boss – estacionado em frente ao Shopping Pátio Paulista –, explica que existe a necessidade de contratar agência especializada nesse ramo, para mediar a negociação com a prefeitura e solicitar a disponibilização do espaço para o comércio.

       “Aqui no Joker são gastos em média 12 mil reais por mês, isso inclui a agência, os gastos com o food truck, que inclui a comida que compramos, a manutenção do carro e algumas outras despesas, e o imposto que pagamos à prefeitura”, diz o empreendedor. Para trucks como o Joker, que permanecem sempre no mesmo lugar, o investimento vale à pena, pois os fins de semana são sempre cheios e muitas vezes compensam os outros dias da semana que não tem o mesmo movimento.

Por Natalie Arashiro

       A Agência Space atende mais de 250 food trucks, bikes e karts cadastrados e disponíveis pela cidade. Em entrevista a Hungry, a empresa informa que o investimento do proprietário é feito com o seu carro e os produtos. Além disso, é necessário pagar taxa para a agência, que vai de R$ 40,00 a R$ 150,00, o valor exato varia de acordo com o segmento do evento ou o local que o cliente gostaria de permanecer.

É possível encontrar dois tipos de trucks, os itinerantes que participam de eventos e os fixos, como o Joker Boss, que estão sempre nos mesmos lugares. A documentação exigida pela prefeitura para a primeira modalidade pode ser feita pela internet, com exceção dos exames médicos.

       Já para pontos fixos que é preciso comparecer a um posto da prefeitura para tirar a documentação. O Termo de Permissão de Uso (TPU) também é pedido pela prefeitura e funciona como uma autorização: só podem parar em praças e avenidas os trucks que tiverem em dia com a exigência. A própria agência pode solicitar a autorização à prefeitura e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para usar o local para um evento.

       Com a procura por esse tipo de negócio crescendo cada vez mais, para quem tiver interesse em começar algo novo, é válido colocar na balança os prós e contras e analisar se vale a pena. 

© 2016 por Revista Hungry. Todos os direitos reservados. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page